Então

"Quando sentir a alma esvoaçar pelo corpo em busca de uma saída, quando o coração cavalgar em sua garganta afogando-o de alegria, quando a certeza de estar vivo e de ser especial o invadir, é que você encontrou o amor." - Ángela Becerra.

domingo, 24 de abril de 2011

Palácio de Buckingham - Parte 3

Jardins de Buckingham

     Em uma tarde comum e fria na cidade de Londres, eu fui lanchar no jardim de casa, com a minha amiga, Sally, que invariavelmente ia me visitar. Mas que naquele dia estava anciosa por  contar-me as novidades, ao chegarmos ao jardim, percebi que estavam preparadas duas mesas de lanches, no entanto não dei muita importância. Afinal, Sally roubava toda a minha atenção ao falar de suas boas novas, que se tratava de seu pretendente e à exigia por completo . Em meio a bolinhos e chás, conversarmos sobre o seu pretendente, ouvi-a  por um longo tempo e ainda não imaginava quem seria, tamanho o suspense que fazia
    Até que meu irmão, Brandon, chegou e interrompeu a conversa. Nos dizendo que seu amigo, Noreen,  viria lhe fazer uma visita, que estavam pensando em fazer uma viagem juntos, por alguns países Europa, o que era muito comum na época, que rapazes de famílias ricas viajassem por diversão ou busca de conhecimento, o que nesse caso era ambos. Mas enfim, ele estava vindo, já não prestava atenção no que Sally falava, só pensava que eu teria mais um oportunidade de vê-lo, entretanto não sabia como falar com ele ainda.
    O entardecer ia se aproximando, Sally , ia me pedindo para entrarmos estava ficando frio, mas eu queria ver Noreen, que deveria chegar à qualquer momento. Mas esse momento, não veio. Tive de me contentar com meu irmão, dizendo que ele não viria mais, que teve de acompanhar seu pai, em uma visita inesperada, que teriam de marcar o encontro deles em outro momento.
   Fiquei decepcionada, mas o que poderia fazer? O príncipe nem sabia que eu o esperava, finalmente me despedi de minha amiga, e recolhi-me para o jantar que em breve se inciaria.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Palácio de Buckingham - Parte 2

Palácio de Buckingham

   A dança terminou, e eu nada fiz, a noite continuou sem grandes novidades. A única coisa nova que naquele salão imperava era a surpresa que eu ouvera sofrido. Eu poderia estar amando, e não sabia o que fazer. Depois de me acalmar com um ponche e respirar fundo, cheguei à conclusão mais óbvia; tenho que falar com ele. Fiquei à sua procura por um bom tempo,  até que o achei. E estava em uma conversa aparentemente divertida com o meu irmão,  o principe de Gales, o que me deixou feliz por ser Brandon, se fosse outra pessoa não sei se  teria coragem de chegar até eles e inventar qualquer desculpa.
   Bebi o resto do ponche que ainda estava na taça, pra tomar coragem, respirei fundo e fui até eles, com um sorriso na cara.
-Olá meninos!- De forma cordial e desinteressada - nosso pai lhe procura a tempos Brandon, não sei ao certo porque, mas deve ser para lhe apresentar a algumas pessoas.
   O que não era mentira, apresentações em uma festa promovida no Palácio de Buckingham, era o mais comun, afinal não faltavam; principes, duques e altezas, à se conhecerem.
- Oh... que pena Noreen, terei que interremper nossa conversa, mas vê se nos faz mais visitas, não podemos perder o contato.
    Meu irmão se foi e quando nos voltamos um para o outro pra começar uma conversa, fomos interrompidos. A mãe de Noreen lhe pedia para acompanha-la em casa, já estava cansada. Não era mais uma moçinha, como ela mesmo dissera.
   Gentilmente o príncipe se despediu de mim, e foi emboa. E fiquei pensando quando será que demoraria para voltar à encontrá-lo?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Palácio de Buckingham - Parte 1

Palácio de Buckingham

      A valsa inicia definitivamente mais uma festa no Palácio de Buckingham, e com ela também se inicia um momento que não fora vivido antes, por mim. Um homem de tamanho mediano, com olhos castanhos e cabelo preto, me chamou atenção. E a surpresa maior foi que, ao prestar atenção nele, percebi que o conhecia de outros tempos. Ele era sobrinho de um amigo do meu pai, o Duque de York, e quando criança costumava brincar com o meu irmão. E que desde sempre guardei certo encanto, por sua pessoa. Perdida em minhas recordações só vim perceber depois de um tempo, que valsava com ele pela sala principal do castelo. Não sei ao certo se ele percebe a minha felicidade em estar com ele naquela sala iluminada, pelos lustres ingleses.
    Acho que sempre fui apaixonada por ele. E agora o que faço?

P.S.: Espero que gostem desse início, caso sim, continuo com a história.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

De volta!

   Muito tempo ausente...
   Que justifiquei, a mim, se dar pela falta de tempo. Talvez realmente fosse no inicio, mas com o tempo foi preguiça, confesso. No entanto, senti falta de alguma coisa hoje, e me surpreendi, quando percebi, que era saudade de escrever, criar. Me sinto melhor e completa, na posição de "escritora" no sentido de ser alguém que apenas escreve, o que lhe é de interesse, nada de formal ou esplêndido. Não sei se o que escrevo, merece tal honraria, mas é assim que melhor me manifesto. Então estou de volta!
   Daqui a pouco posto algo. Espero que gostem meus caros amigos .

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Você

Com esses olhos de ontem te observo,
e não vejo nada que antes via.
O tempo passou rápido o suficiente para que não percebesse que outra pessoa estava do meu lado.
Confesso que não lhe reconhecer, me deixou no ar,
a minha eternidade, já não existe,
te esperar não é mais possivel.
Não pensar em você, já não é mais tão dificil.
Olho pro passado e sinto falta de quem foi.

Sozinha

Estar só é algo tão relativo que chega a ser  muitas vezes sem sentido,
gosto de estar só,
mas não por muito tempo,
gosto de estar acompanhada,
mas não por muita gente
a minha solidão me faz bem,
a minha solidão me faz mal.
Quero uma solidão acompanhada,
quero uma solidão desacompanhada.
Estar só é algo tão relativo que chega a ser  muitas vezes sem sentido,
a solidão é duplamente relativa e duplamente sem sentido, como tudo
vem aos pares que às vezes é ruim, às vezes é  bom,
às vezes igual, ás vezes diferente.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Voltarei

Ando em falta, a vida tá corrida, mas prometo que voltarei a postar.

domingo, 6 de junho de 2010

Último beijo


Depois que saiu do banho ainda de toalha, ele atendeu o celular que tocava há tempos.
- Oi!
- Precisamos conversar.
- É, eu sei.
E marcaram no restaurante que iam sempre.
Ao chegar lá, ela já estava.
Mas estava diferente com os olhos, brilhando mais que o normal e um tanto inflamados.
Ele, sentou e pediu um whisky, para acompanhar ela que bebia um Dry Martine , sem destinar uma palavra um ao outro.
Só se olharam.
Sem coragem de começar, terminaram suas bebidas
até que ela colocou sob a mesa o anel,
ainda calados,
ela levantou, deu lhe um beijo na face e foi embora.
Todo amor termina com palavras inúteis, que não diminuem em nada a dor que se sente. Antes não serem ditas, e tudo terminar como começou, com apenas um beijo.